Dondo já havia aparecido em duas investigações brasileiras. No escândalo mensalão, levantamentos mostraram que uma offshore do brasileiro foi usada para remeter do Brasil para as Ilhas Caymman dinheiro para duas autoridades angolanas. Outra investigação da Polícia Federal levantou suspeitas sobre empréstimos obtidos por Dondo, junto ao BNDES, para atender encomendas do governo angolano, entre as quais a renovação dos equipamentos do Corpo de Bombeiros daquele país.
A Mota-Engil estará a negociar a aquisição de uma participação de 40% na construtora brasileira Odebrecht, avançou este domingo o jornalista Lauro Jardim, na sua coluna Radar, do jornal O Globo, citando fonte ligada à empresa brasileira.
Segundo a notícia, a entrada da Mota-Engil no capital da Odebrecht — actualmente rebaptizada Novonor — enquadra-se no processo de reestruturação financeira do grupo, que concluiu a recuperação judicial em Março e procura reforçar a sua estrutura accionista e capacidade de crescimento.
A operação, é ainda referido, permitirá à construtora portuguesa consolidar a sua presença no mercado brasileiro e ganhar posição num grupo com vasta experiência em grandes projectos de infraestruturas na América Latina, em África e no Médio Oriente. Já para a Odebrecht, a operação representa a entrada de um parceiro estratégico
A eventual aproximação entre as duas empresas ganha um significado particular à luz do percurso de ambas em Angola, onde continuam hoje a figurar entre os principais nomes da construção civil e das obras públicas.
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